Notícia · 2026
Agricultura regenerativa é pauta no AgrochemShow
Tema ganha força com o avanço do mercado regulado de carbono no Brasil
A agricultura regenerativa se tornou um fator importante nas decisões estratégicas do agro. É cada vez mais necessário produzir com uso adequado do solo, de forma sustentável e com capacidade de demonstrar resultados ambientais. Ganhos ambientais terão de ser medidos, auditados e convertidos em valor.
Em 2026, por exemplo, o Brasil começou a estruturar o Registro Central do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões, que dará suporte ao mercado regulado de carbono. Em maio, foi criado grupo de trabalho sobre monitoramento, relato e verificação de emissões.
Segundo o Regenera Cerrado, programa voltado à validação de práticas regenerativas em sistemas produtivos do Cerrado, resultados divulgados em 2025 indicaram média de 69 sacas/ha de soja em áreas regenerativas de Goiás, contra 66 sacas/ha em áreas convencionais. O programa busca disseminar técnicas de agricultura regenerativa com potencial de escala para a produção de soja e milho no Brasil.
Esse será um dos temas do 17º Brasil AgrochemShow, nos dias 3 e 4 de agosto, no Centro de Eventos São Luís, em São Paulo. A palestra “Agricultura Regenerativa e Sustentabilidade” será apresentada pela Dra. Eliana Maria Gouveia Fontes, pesquisadora da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia e coordenadora científica do Regenera Cerrado. Fontes é bióloga, mestre em ecologia e doutora em entomologia.
Organizado pela AllierBrasil em parceria com a CCPIT Chem, da China, o evento busca aproximar empresas nacionais e estrangeiras, estimular parcerias técnico-comerciais e ampliar a troca de informações sobre agroquímicos, bioinsumos, mercado, registro, meio ambiente e inovação agrícola. A expectativa é reunir mais de 1.500 expositores e visitantes dos setores de agroquímicos, bioinsumos, tecnologia regulatória, logística, pesquisa, consultoria, distribuição e inovação agrícola.
Inscrições estão abertas pelo portal allierbrasil.com.br/agrochemshow, por meio de doações de cestas básicas para a ONG Crê-Ser, de São Paulo. Em 2025, a iniciativa arrecadou 14.000 kg de alimentos.